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  Temos dito reiteradamente que sempre sentimos que os vinhos italianos não são iguais aos produzidos nos demais países.

  O tempo tem servido para que nos convençamos de que essas diferenças estão mesmo além da tipicidade de suas uvas, dos processos de vinificação e de suas características gustativas.

     Hoje estamos ainda mais seguros de que os grandes vinhos da Itália existem para, fundamentalmente, impressionar a alma das pessoas, não os seus sentidos. É como dizer que o que está em jogo são as percepções e não as sensações.

    Trata-se de vinhos que falam muito mais ao coração e às emoções das pessoas, do que aos seus sentidos primários.

   E é por isso que a mesa continua sendo o melhor palco para a extravagância das performances dos bons vinhos da “bota”.

   Aparentemente, os vinicultores italianos ao conceber um vinho parecem mesmo estar imaginando o que irão comer em sua companhia. E ao executar uma receita ou selecionar um prato de um cardápio, para eles é quase impensável abstrair o pensamento do vinho certo para aquele momento. Inegável ainda o fato de que alguns alimentos se engrandecem na presença do vinho italiano, assim como muitos deles, notadamente os mais austeros e encorpados, “crescem” visivelmente ao longo de uma refeição.

    Por tudo isso seguimos pensando ser legítimo dizer que, antes de ser um ”produto de degustação”, o vinho italiano é muito mais um autêntico “produto de prazer”.

    A CELLAR traz vinhos de toda a Itália, desde a Sicília e Sardegna, entrando pela Calabria, passando pela Puglia e subindo até o alto Adige.

     Hoje são 38 produtores que nos abastecem amplamente com a rica tipologia do país. Entre eles, nada menos do que 30 exibem os cobiçado prêmios dos “Tre Bicchieri”, reconhecimento maior da crítica italiana, conferido anualmente aos melhores vinhos da
produção nacional pela Editora Gambero Rosso/Slow Food.

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