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Os vinhos italianos são realmente bastante particulares.

O tempo tem servido para que nos convençamos de que as diferenças entre eles e os demais vinhos do mundo vão além da tipicidade de suas uvas, dos processos de vinificação e das características gustativas.

Depois de todos esses anos estamos ainda mais seguros de que os grandes vinhos da Itália existem para impressionar a alma das pessoas, não os seus sentidos. É como dizer que o que está em jogo são as percepções e não as sensações.

Trata-se de vinhos que falam muito mais ao coração e às emoções das pessoas, do que aos seus sentidos primários. E a mesa continua sendo o melhor palco para apresentar a performance dos bons vinhos da “bota”.

Aparentemente, os vinicultores italianos ao conceber um vinho parecem sempre imaginar o que irão comer em sua companhia. E ao executar uma receita ou selecionar um prato, para eles é quase impensável abstrair o pensamento do vinho certo para aquele momento. Inegável ainda o fato de que alguns alimentos se engrandecem na presença do vinho italiano, assim como muitos deles, notadamente os mais austeros e encorpados,
“crescem” visivelmente ao longo de uma refeição.

Por tudo isso seguimos pensando ser legítimo dizer que, antes de ser um
”produto de degustação”, o vinho italiano é muito mais um autêntico “produto de prazer”.

A CELLAR traz vinhos de toda a Itália , desde a Sicília e Sardegna, entrando
pela Calabria, passando pela Puglia e subindo até o Alto Adige. São 32 produtores
que nos abastecem regularmente com a rica tipologia do país. Entre eles, nada menos
do que 26 portam o cobiçado prêmio dos “Tre Bicchieri”, reconhecimento maior
da crítica italiana, conferido anualmente aos melhores vinhos da produção nacional
pela Editora Gambero Rosso/Slow Food.

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